Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

CRÍTICA ÍPSILON (JORNAL PÚBLICO) DE FEMME FATALE

Canibalismo do bom


"Nunca, até agora, Britney Spears tinha sido tão boa canibal

A música pop é - não há como escapar-lhe - uma forma de canibalismo. É uma actividade predatória. É identificar presas, arreganhar os dentes e abocanhar com firmeza, fazer um festim com a criatividade alheia e partir depois em busca de um novo alvo. Por isso, a pop não tem uma linguagem, tem apenas um objectivo: recolher dos outros para fazer as mais sedutoras canções que se consiga inventar. Porque a pop depende do momento e vale apenas enquanto esse momento se prolonga. É por isso que o nome de Madonna é aceite como sinónimo de rainha incontestável do género, escolhendo os colaboradores a dedo para cada álbum, reinventando todo o seu reportório em cada digressão para dar a sensação de que a discografia tem um mesmo sentido quando, na verdade, já foi refém de guitarras ou sintetizadores, já foi americana, inglesa, latina, rocker, trip-hopper ou fenómeno de discotecas, consoante o ano em questão.
"Femme Fatale", o sétimo disco de estúdio de Britney Spears, é um exemplar aluno desta lição e confirma que a maior arma da ex-apresentadora dos programas para a pequenada é uma aparente fraqueza: Britney não tem qualidades vocais que façam dela uma candidata a diva r & b, como Beyoncé ou Christina Aguilera. Está mais próxima de Rihanna ("Gasoline", a canção maior do disco, não fica atrás de "Umbrella"), unidas pela lógica de que a sua voz serve as canções e não o contrário. De uma ponta à outra, "Femme Fatale" aparece como um disco apontado às pistas de dança, seguidor dessa estética habitualmente gordurosa e peganhenta chamada dance-pop. Mas no caso de Britney, a entrega completa ao hedonismo não só dá bom resultado como lhe garante o melhor álbum da sua carreira. E é tão declaradamente pensado para luzes negras e strobes que dedica até um tema - da pena de will.i.am, dos Black Eyed Peas, subitamente capaz de compor uma canção digna desse nome - ao bombo gordo, cheio, redondo, protuberante que locomove todo o disco, o "Big Fat Bass".

Mas nada de pensar que "Femme Fatale" são três singles mais uns quantos temas menores para encher discos como se fossem chouriços. Dava para escolher com os olhos vendados e seria impossível errar. Não espantaria até que temas como "How I Roll", Gasoline", "(Drop the Dead) Beautiful" ou "Big Fat Bass" - qualquer um deles de meter Aguilera, Beyoncé ou Lady Gaga num chinelo - não cheguem a saltar para rádios e televisões.

Nunca, até agora, Britney Spears tinha sido tão boa canibal. Festejemos o facto.

Obrigado!"

Crítica Ípsilon por:
Gonçalo Frota


Agradecimentos: Ricardo Coelho
publicado por circus.pt.la às 17:34

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